Vento, oh vento!
Que nas janelas assobias
Leva-me para longe daqui
Leva-me às minhas fantasias!
Invade o meu corpo,
Faz com que também eu seja vento
E poder ver quem amo
Para não perder o alento.
Este alento de viver
Que a cada dia que passa
Menor e menor o vai sendo
Fico estupefacto, não compreendo!
Se ao menos fosse como tu
Por todo o mundo já andaste
Muitas vidas destruíste,
Outras tantas criaste,
Por um pouco de tudo passaste.
Assim eu quero ser
Sinto-me tão ignorante!
Há em mim inexperiência
Como a de um amante
Na sua primeira vivência.
Leva-me contigo,
Livra-me do desespero!
Livra-me deste aperto!
Tudo irá mudar, estou certo!
Leva-me, vento!
João
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
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