quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vento, oh vento!
Que nas janelas assobias
Leva-me para longe daqui
Leva-me às minhas fantasias!

Invade o meu corpo,
Faz com que também eu seja vento
E poder ver quem amo
Para não perder o alento.

Este alento de viver
Que a cada dia que passa
Menor e menor o vai sendo
Fico estupefacto, não compreendo!

Se ao menos fosse como tu
Por todo o mundo já andaste
Muitas vidas destruíste,
Outras tantas criaste,
Por um pouco de tudo passaste.

Assim eu quero ser
Sinto-me tão ignorante!
Há em mim inexperiência
Como a de um amante
Na sua primeira vivência.

Leva-me contigo,
Livra-me do desespero!
Livra-me deste aperto!
Tudo irá mudar, estou certo!
Leva-me, vento!

João

Sem comentários:

Enviar um comentário